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26/10/2009 20:24
Teixeira antecipa os debates sobre a sucessão de Wenceslau
Quando leio notícias do Teixeira sempre me surpreendo com o rumo das discussões ali travadas, parece que nós estamos às portas de nova eleição municipal.
Antes de seguir adiante, devo deixar claro que meus meios de acesso aos debates políticos da minha cidade natal são os blogs do Edney, do Thércio, o portal da Diário da Serra e a rádio Teixeira FM.
De volta ao tema, falava da minha surpresa em ver a sucessão municipal de... 2012(!), no centro dos debates políticos do Teixeira. Não devemos nos esquecer que acabamos de completar um ano desde a última eleição municipal e, o que é mais interessante, teremos eleições estaduais já no próximo ano. E não se fala de eleições estaduais!
Justiça se faça: a Câmara Municipal vem debatendo temas relevantes para o Município, como o socorro ao Hospital Sancho Leite e o crônico problema no abastecimento dágua da cidade.
Fico me perguntando o que estaria motivando a precipitação dos debates que somente deveriam ser travados em 2012 ou, na melhor das hipóteses, em 2011? Seria somente o gosto dos teixeirenses pela política? Não creio. Há algo mais.
Teixeira que já foi a 8ª economia do estado, hoje definha para além da 100ª. Já governou a Paraíba, já teve dois representantes na Assembleia Legislativa simultaneamente. Hoje é tida e havida como cidade ingovernável. Há uma cantilena de que, seja quem for o Prefeito a cidade será mesma, com os mesmos problemas, com as mesmas mazelas, posto que seus recursos estão aquém dos seus problemas. Em suma: abundam problemas e falta dinheiro. É isso que querem fazer crer. Foi assim com Inacinho, com Rita, com Elenildo, e está sendo assim com Wenceslau. Vejam que independentemente da cor partidária, a desculpa serve bem.
Posso estar errado, e erro com freqüência, mas acho que o desapontamento com os políticos, quaisquer políticos, é o que tem atiçado o debate político na cidade. Parece paradoxal mas não é.
Como todos se igualam ao colocar na falta de recursos a culpa pelos problemas da administração, o eleitor que hoje, ao contrário de tempos idos, tem fácil acesso a todos os números, percebe que o que falta é não é dinheiro.
Vamos analisar aqui brevemente o repasse da principal fonte de financiamento dos municípios, o FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Aos números:
2004 R$ 2.955.100,77
2005 R$ 3.474.325,59
2006 R$ 3.601.770,51
2007 R$ 4.019.103,22
2008 R$ 6.256.061,20
Reparem que de 2004 para 2008 o FPM deu um salto de aproximadamente 112% (Cento e doze por cento). Isso não é pouco, notadamente se cotejarmos com a inflação do período, que foi de apenas 25% (Vinte e cinco por cento). É oportuno lembrar que esse aumento que aconteceu no FPM de Teixeira, não aconteceu nos demais municípios. Isso porque foi decorrente do fim de um redutor que fora aplicado pela emancipação dos 52 novos municípios em 1997 e pela ascensão de coeficiente na tabela do FPM, quando passou de 0,8 para 1,0.
De maneira que, embora o eleitor não desconheça a enormidade de problemas que pesam sobre a administração da cidade, conclui com certa facilidade que o que falta à sua querida cidade é gestão.
Esse é um momento extremamente perigoso para uma comunidade, qualquer uma que passe por uma situação dessas, porque se torna terreno fértil para aventureiros. Mas sobre isso falaremos depois.
Em tempo: se alguém quiser contribuir para o debate levantando outros números, o espaço está aberto.
enviada por Álvaro Dantas
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