Álvaro Dantas Wanderley é advogado, graduado pela Faculdade de Direito do Recife.

Foi líder estudantil, tendo sido presidente do Grêmio da Escola Estadual Monsenhor Vieira, em Patos; candidato a Presidente do DCE da Universidade Católica de Pernambuco e integrante do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito do Recife.

Foi eleito Vereador pelo Município de Teixeira 1988. Foi Presidente do Instituto de Terras da Paraíba de 1995 a 2003, quando deixou o Governo para se dedicar à advocacia.

 
 

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19/10/2009 21:58
Tiro no pé

Essa é uma expressão para aqueles casos em que, pensando está tomando uma atitude acertada, alguém se vê vítima de seu próprio ato.

Reporto-me ao caso em que o jovem acadêmico de jornalismo Thércio Rocha, foi ”convidado” a se retirar do local onde se realizava a Convenção Municipal do PMDB de Teixeira.

Não ouvi ninguém do PMDB. O que escrevo aqui agora baseia-se no que li no Blog do Thercio e no que repercutiu na Internet de uma maneira geral. Aqui, aqui e aqui. Entendo que houve um lastimável equívoco por parte da direção da secção partidária local ao proibir a presença de Thércio, jovem acadêmico de jornalismo. É irônico que tal fato tenha ocorrido logo com o PMDB, o meu PMDB. O filho do MDB, que enfrentou a ditadura, que lutou pela democracia e pela liberdade de imprensa.

Isso me faz lembrar uma obra do advogado pernambucano José Paulo Cavalcanti Filho, O Mel e o Fel. Ali Zé Paulinho, como o conhecemos, sentencia: “não há democracia sem imprensa livre”. Na mesma obra, e ainda sobre o mesmo tema, vai além: “em uma sociedade verdadeiramente democrática, a liberdade de imprensa não pertence aos meios de comunicação, nem pertence aos jornalistas. A liberdade de imprensa é do povo, como o céu é do condor.”

Os elementos nucleares de uma democracia são imprensa livre e partidos políticos fortes. Pois bem, nem a secção municipal do PMDB me parece forte e nem me parece ter havido liberdade de imprensa nesse episódio.

Me dói sobremaneira ter que reconhecer as digitais do meu partido na origem do fato. Mas será mesmo que estamos falando do mesmo partido? Acho que não. Afinal, não reconheço ali o semblante de nenhum militante histórico da nossa agremiação. Ou muito me engano, ou ali estão aqueles que amanhã não mais estarão. São partidários de ocasião. Não tem DNA – para usar novel expressão – peemedebista.

enviada por Álvaro Dantas






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